por Redação Época |
Mais de 400 jogadores já entraram em campo, em apenas sete rodadas da Série A do Campeonato Brasileiro. É gente vinda de toda parte, de Brejinho de Nazaré, em Tocantins (Antônio Flávio, do Santo André), a São Borja, no Rio Grande do Sul (Leandro Guerreiro, do Botafogo); de Tumaco, na Colômbia (Armero, do Palmeiras) a General Cabrera Córdoba, na Argentina (Guiñazú, do Internacional). É gente dos 17 (Neymar, do Santos) aos 42 anos (Fernando, do Santo André). É gente baixinha, de 1,60 metro (Madson, do Santos) a 1,95 metro (Bruno, goleiro reserva do Palmeiras). É gente magra, dos 55 quilos (Neymar, de novo) ao peso não declarado (Ronaldo, do Corinthians).
ÉPOCA preparou um mapa interativo que revela muito sobre quais os celeiros de craques do futebol brasileiro. Toda hora aparecem talentos em toda parte neste país, mas o infográfico interativo preparado pelos designers David Michelsohn e Andréia Passos mostra que é desigual a distribuição dos profissionais da Série A no mapa do país. Enquanto alguns estados estão super-representados, outros não têm um jogador sequer nos 20 times participantes.
Proporcionalmente à população, os estados que mais revelaram jogadores para o Brasileiro são, pela ordem: 1 – Rio de Janeiro, 2 – Alagoas, 3 – Sergipe, 4 – Paraná, 5 – São Paulo.
A boa colocação do Rio mostra que, apesar da crise financeira dos clubes cariocas, a cidade continua a produzir novos Adrianos e Ronaldos nos campinhos do subúrbio, das favelas, do Aterro do Flamengo. São mais de 50 jogadores, ou cerca de 15% do total de jogadores, para um estado que tem apenas 8% da população nacional.
A boa colocação de Alagoas e Sergipe reflete não apenas os talentos dos jogadores desses dois estados vizinhos do Nordeste, mas o sério trabalho de detecção de talentos feito por clubes como o Coríntians Alagoano. Somados, Alagoas e Sergipe têm 3% da população nacional, mas 5% dos jogadores da Série A. É uma proporção alta. Os estados orientais do Nordeste estão mais bem representados; proporcionalmente, Piauí, Maranhão e Ceará têm poucos atletas na primeira divisão do Brasileiro. No mapa interativo também é possível notar que há muito poucos jogadores nascidos no Sertão.
Em números absolutos, naturalmente São Paulo é líder. Com 22% da população nacional, tem 28% dos jogadores do campeonato.
Grave, como se pode notar, é a situação da Região Norte. Seus estados quase não têm revelado nenhum jogador para a primeira divisão, como se pode notar pelo mapa. Há mais jogadores estrangeiros que da região Norte.
Por fim, em relação a nossos vizinhos, prevalece a tradição: Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia continuam a ser os maiores exportadores de craques para o Brasil. O mapa interativo não inclui o sérvio Petkovic, único jogador de fora da América do Sul na Série A deste ano.